Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no Brasil 35% da população acima de 40 anos sofrem de hipertensão arterial, ou seja, são aproximadamente 17 milhões de portadores da doença no País.
Prevenção e diagnóstico precoce são as principais armas contra esse mal, que causa internações, gastos com tratamentos de complicações, aposentadorias precoces e mortalidade cardiovascular.
Quem abusa de bebidas alcoólicas e sal,
fuma, tem caso de hipertenso na família, não pratica atividades físicas, está com excesso de peso, não tem uma alimentação saudável, vive estressado ou é diabético são fortes candidatos a desenvolver a doença.
A prevenção da hipertensão arterial está muitas vezes ao alcance das mãos. Praticar regularmente exercícios físicos, abolir hábitos nocivos como o uso de cigarros e o abuso de bebidas alcoólicas, controlar o peso, não se deixar consumir pelo estresse diário, manter uma alimentação saudável, com a redução da ingestão de sal e uma dieta rica em frutas, vegetais e baixo teor de gorduras saturadas, são formas simples de não ser vitima da hipertensão arterial. A doença é o principal fator de risco para derrames, doenças do coração, paralisação dos rins, lesões nas artérias, além de causar alterações na visão.
A ausência de sintomas durante a fase inicial da doença faz dela uma ameaça silenciosa. Portanto, todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos, os fumantes ou pessoas com história de doença cardiovascular na família, devem medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano.
Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, pois a pressão arterial pode variar devido a fatores como esforço físico ou estresse, sem que isso signifique que o indivíduo sofra de hipertensão arterial.
Tratamento
Apesar de ser crônica, na maioria dos casos a hipertensão arterial é uma doença controlável. Se postas em prática as medidas preventivas citadas anteriormente e mesmo assim não houver uma queda adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser, em princípio, mantido ao longo de toda a vida. O fundamental é consultar um médico, que indicará o medicamento mais apropriado e a forma correta de utilização. Lembre-se: a automedicação traz riscos, muitas vezes irreversíveis, à saúde.
