Em abril, médicos do Massachusetts General Hospital, nos EUA, criaram um teste capaz de prever se alguém tem risco de desenvolver a diabetes tipo 2 até uma década antes de isso acontecer, possibilitando medidas preventivas mais precoces e precisas. O teste mede a concentração de cinco aminoácidos. Se estiver alta, o indivíduo tem cinco vezes mais chance de desenvolver a enfermidade.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Novas regras
No texto "The IDF Taskforce on Epidemiology and Prevention", apresentado no Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2, em março, nos EUA, a Federação Internacional de Diabetes estabelece diretrizes para a realização da cirurgia bariátrica em pacientes com diabetes, com regras mais rigorosas para fundamentar a opção de tratamento via redução de estômago. Redigido por 20 endocrinologistas, cirurgiões e especialistas em saúde pública de diversos países, incluindo o Brasil, o documento considera a cirurgia uma opção para diabéticos com IMC (índice de massa corporal) entre 30 e 35, quando o diabetes não é controlável clinicamente e há risco cardíaco. Entretanto, a cirurgia continua sendo preferencialmente recomendada a pacientes com obesidade mórbida (IMC acima de 40), ou moderada (acima de 35) com doenças relacionadas, como o diabetes. O Conselho Federal de Medicina estabelece que a cirurgia só é indicada para esses dois casos.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Prevenção e combate à hipertensão arterial
Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no Brasil 35% da população acima de 40 anos sofrem de hipertensão arterial, ou seja, são aproximadamente 17 milhões de portadores da doença no País.
Prevenção e diagnóstico precoce são as principais armas contra esse mal, que causa internações, gastos com tratamentos de complicações, aposentadorias precoces e mortalidade cardiovascular.
Quem abusa de bebidas alcoólicas e sal,
fuma, tem caso de hipertenso na família, não pratica atividades físicas, está com excesso de peso, não tem uma alimentação saudável, vive estressado ou é diabético são fortes candidatos a desenvolver a doença.
A prevenção da hipertensão arterial está muitas vezes ao alcance das mãos. Praticar regularmente exercícios físicos, abolir hábitos nocivos como o uso de cigarros e o abuso de bebidas alcoólicas, controlar o peso, não se deixar consumir pelo estresse diário, manter uma alimentação saudável, com a redução da ingestão de sal e uma dieta rica em frutas, vegetais e baixo teor de gorduras saturadas, são formas simples de não ser vitima da hipertensão arterial. A doença é o principal fator de risco para derrames, doenças do coração, paralisação dos rins, lesões nas artérias, além de causar alterações na visão.
A ausência de sintomas durante a fase inicial da doença faz dela uma ameaça silenciosa. Portanto, todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos, os fumantes ou pessoas com história de doença cardiovascular na família, devem medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano.
Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, pois a pressão arterial pode variar devido a fatores como esforço físico ou estresse, sem que isso signifique que o indivíduo sofra de hipertensão arterial.
Tratamento
Apesar de ser crônica, na maioria dos casos a hipertensão arterial é uma doença controlável. Se postas em prática as medidas preventivas citadas anteriormente e mesmo assim não houver uma queda adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser, em princípio, mantido ao longo de toda a vida. O fundamental é consultar um médico, que indicará o medicamento mais apropriado e a forma correta de utilização. Lembre-se: a automedicação traz riscos, muitas vezes irreversíveis, à saúde.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Retinopatia Diabética (RD)
A retinopatia diabética (RD) constitui uma das principais complicações do diabetes em consequência das alterações microvasculares provocadas, e é a causa mais frequente de perda visual na faixa etária dos 20 aos 74 anos. Acredita-se que seja responsável por quase 12% do total de casos de cegueira legal (incapacidade para o trabalho) ao ano no mundo. No Brasil, estima-se que 9% das causas de cegueira irreversível sejam decorrentes da retinopatia diabética e de suas complicações.
A prevalência da retinopatia diabética aumenta com a duração da doença. Em geral, não se observam alterações oftalmológicas nos primeiros cinco anos de doença ou durante a puberdade. Em pacientes diagnosticados antes dos 30 anos de idade, a incidência de RD após 10 anos de doença é de 50%, podendo chegar a 90% após 30 anos de diabetes. Acredita-se que em algum momento da vida, metade dos pacientes diabéticos desenvolverá a retinopatia e cerca de um terço terá edema macular. Por apresentar um maior tempo de hiperglicemia, os portadores de diabetes tipo 1 estão mais suscetíveis a desenvolver o tipo mais grave de retinopatia diabética.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da retinopatia diabética são o tempo de doença (DM), controle glicêmico inadequado, dislipidemia, uso de insulina, hipertensão arterial sistêmica, gravidez, presença de patologia renal e anemia. Esses fatores devem ser controlados para que não ocorra perda visual definitiva. Um paciente com muitos anos de doença pode não apresentar retinopatia, caso controle o diabetes corretamente.
A maior parte dos pacientes com retinopatia é assintomática por algum tempo e os sintomas visuais, surgem, em geral, tardiamente. Por este motivo é recomendado que todo paciente diabético seja examinado (exame de fundo de olho) por um médico oftalmologista, à época do diagnóstico do diabetes, e anualmente.
É importante que todo paciente diabético tenha informações adequadas sobre a doença e suas potenciais complicações. Buscar cuidados multidisciplinares e seguir as orientações propostas pelos profissionais de saúde são maneiras de garantir um futuro pleno e com qualidade de vida. A avaliação oftalmológica anual é parte importante destes cuidados e fator fundamental para que a visão seja preservada.
A prevalência da retinopatia diabética aumenta com a duração da doença. Em geral, não se observam alterações oftalmológicas nos primeiros cinco anos de doença ou durante a puberdade. Em pacientes diagnosticados antes dos 30 anos de idade, a incidência de RD após 10 anos de doença é de 50%, podendo chegar a 90% após 30 anos de diabetes. Acredita-se que em algum momento da vida, metade dos pacientes diabéticos desenvolverá a retinopatia e cerca de um terço terá edema macular. Por apresentar um maior tempo de hiperglicemia, os portadores de diabetes tipo 1 estão mais suscetíveis a desenvolver o tipo mais grave de retinopatia diabética.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da retinopatia diabética são o tempo de doença (DM), controle glicêmico inadequado, dislipidemia, uso de insulina, hipertensão arterial sistêmica, gravidez, presença de patologia renal e anemia. Esses fatores devem ser controlados para que não ocorra perda visual definitiva. Um paciente com muitos anos de doença pode não apresentar retinopatia, caso controle o diabetes corretamente.
A maior parte dos pacientes com retinopatia é assintomática por algum tempo e os sintomas visuais, surgem, em geral, tardiamente. Por este motivo é recomendado que todo paciente diabético seja examinado (exame de fundo de olho) por um médico oftalmologista, à época do diagnóstico do diabetes, e anualmente.
É importante que todo paciente diabético tenha informações adequadas sobre a doença e suas potenciais complicações. Buscar cuidados multidisciplinares e seguir as orientações propostas pelos profissionais de saúde são maneiras de garantir um futuro pleno e com qualidade de vida. A avaliação oftalmológica anual é parte importante destes cuidados e fator fundamental para que a visão seja preservada.
Texto: Lívia Carla de Souza Nassar Bianchi, médica oftalmologista, especialista em retina, vítreo e visão subnormal, atua no Departamento de Retina do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, ex-fellow e membro do corpo clínico do Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos (CBCO)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Espaço compartilhar - Fé, esperança e informação
Na década de 80 do século passado, enquanto a juventude brasileira pré-internet sonhava ao som de Cazuza, Renato Russo e outros ídolos do rock nacional e o cowboy Ronald Reagan, assombrosamente alçado ao cargo de presidente da maior potência bélica do planeta, despejava suas bombas sobre as cidades de Trípoli e Bengazi, na Líbia, Edith Silva Barbosa Otto chorava a perda de sua irmã Ivanildes, vítima de sérias complicações causadas pelo diabetes.
Quem já experimentou a dor de perder um ente querido sabe bem a carga de sofrimento e de ensinamentos contida nessa experiência. Antes do sepultamento da irmã querida, Edith prometeu a Deus, à alma da falecida e a si mesmo que não seria mais uma vítima passiva da doença, e foi a luta. Os sintomas já indicavam e a confirmação do diagnóstico caiu como uma bomba norte-americana na vida de Edith ― Diabetes mellitus tipo II. “Quando recebi o diagnóstico minha reação foi de muito medo, verdadeiro pânico, não conhecia nada sobre a doença. Mas Deus, pai generoso, apontou o caminho que eu tinha a seguir”, relembra com uma fé tocante.
A trilha seguida por Edith a partir daí foi a acertada busca por tratamento. Inicialmente, consultou nutricionista e psicóloga. No momento em que recebeu o resultado positivo, Edith pesava por volta de 85 quilos. Com determinação, disciplina e lembrando-se da promessa feita à irmã, em cerca de três meses perdeu aproximadamente 20 quilos somente com dieta e caminhadas.
Novo bombardeio na vida de Edith, dessa vez com bombas de preconceito e desinformação. “À época estava surgindo os primeiros casos de Aids na imprensa. A rápida perda de peso fez com que em minha comunidade muitas pessoas questionassem se eu estava com a doença”, recorda. Superado mais esse obstáculo, Edith hoje mantém o peso por volta dos 70 quilos. "Naquele tempo, eu fazia o controle somente com dieta e atividades físicas. Hoje lanço mão de dieta, hidroginástica e medicamentos". Além disso, visita o médico de seis em seis meses, ou quando a necessidade bate à porta. "Consulto endocrinologista, oftalmologista, angiologista, odontóloga, dermatologista e nutricionista", enumera.
Solidariedade
Sábia em extrair ensinamentos do sofrimento, Edith, logo após a confirmação da doença, começou a sua militância na Associação Goiana dos Diabéticos (AGD), luta que já dura aproximadamente três décadas. Hoje, aos 67 anos e com disposição, Edith preside a entidade e tenta fazer da informação a maior e mais eficiente arma contra as complicações da doença. “Na AGD somos uma família. Eu agradeço a Deus, pois por meio do diabetes fiz vários e valiosos amigos”. Quando perguntada sobre a maior perda imposta pela doença, Edith emociona-se. “A maior perda foi a morte de meus entes queridos e de alguns associados da AGD. Mas essas perdas me deram mais força para continuar a lutar e ajudar aqueles que mais precisam”, assinala com a determinação presente naqueles que têm confiança. E é com essa mesma determinação que Edith repete o seu mantra particular. “ Se o diabético faz o controle diretinho tem uma vida praticamente normal, saudável. Vou morrer um dia, mas de outro motivo, não de diabetes”, avisa.
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Exercícios físicos e diabetes
Diabetes tipo I
A principal preocupação com relação à prescrição do exercício para o diabético tipo I é evitar a hipoglicemia. Isso é conseguido por meio da verificação rigorosa da glicemia antes, durante e após a atividade física, e da variação da ingestão de carboidratos e da dosagem de insulina, dependendo da intensidade e da duração do exercício e do condicionamento físico do indivíduo. Diabéticos tipo I devem, antes de ingressar na atividade física, realizar um teste de esforço físico e verificar pressão arterial, entre outros, que ajudarão no controle do exercício. Além disso, devem realizar exercícios de baixo impacto e evitar excesso de cargas para minimizar a resposta da pressão arterial.
Diabetes tipo II
O diabetes tipo II ocorrem em pacientes que apresentam vários fatores de risco, como hipertensão, colesterol elevado, obesidade e sedentarismo. A combinação de exercício e dieta pode ser suficiente para eliminar a necessidade de insulina. Como os diabéticos tipo II não apresentam as mesmas alterações da glicemia do Tipo I, os exercícios de baixa intensidade e de longa duração aumentarão os benefícios relacionados à sensibilidade à insulina. Os efeitos crônicos da prática regular de exercício físico aumentam a disposição de glicose mediada pela insulina.
Como em todos os programas de atividade física para os indivíduos sedentários, é mais importante fazer menos do que exagerar no início da atividade. O ideal é começar com um exercício leve e ir aumentando gradativamente o volume e intensidade. O exercício tem sido visto como uma parte útil do tratamento não farmacológico para manter o controle da glicemia do diabético, pois aumenta a velocidade com que a glicose deixa o sangue. Aliado à dieta, o exercício é parte fundamental no tratamento do diabetes tipo II, para perda de peso e aumento da sensibilidade à insulina.
Importante: antes de iniciar qualquer atividade física, é necessário consultar o seu médico.
Hipoglicemia no Diabetes Mellitus

Graduada em Farmácia-Bioquímica Pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP), com Qualificação em Educação em Diabetes pela ADJ/SBD/IDF e finalizando Pós-Graduação em Educação em Diabetes pela UNIP, a vice-coordenadora da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, Seccional Ribeirão Preto, Graziela Coelho Amato Spadão fala das causas e sintomas da Hipoglicemia, a complicação aguda mais frequente no Diabetes Mellitus. “Cerca de 10 a 25% das pessoas insulinizadas apresentam em média dois episódios por semana”, assinala.
Causas
“No Diabetes, as Hipoglicemias geralmente são ocasionadas por falta de refeições nos horários corretos ou a diminuição da ingestão alimentar, por exercícios físicos excessivos, ou por doses elevadas de insulina e/ou medicamentos (hipoglicemiantes orais)”.
Sintomas
“Os sintomas clássicos de Hipoglicemia são: suor em excesso, sonolência, fraqueza, taquicardia (palpitações), tremores, visão dupla ou turva, fome súbita, confusão mental, distúrbio da fala, alteração de humor. O valor da glicemia a partir do qual esses sintomas aparecem costuma ser diferente de paciente para paciente, dependendo inclusive da frequência dos episódios hipoglicêmicos. Se o nível de glicemia chegar a valores muito baixos, a pessoa pode ficar semi-consciente, comporta-se como um embriagado, ou inconsciente, podendo chegar ao coma hipoglicêmico. Nesta situação, os valores de glicose no sangue estão tão baixos que são insuficientes para o cérebro continuar funcionando adequadamente”.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Espaço compartilhar
Venha compartilhar a sua história com a gente. Basta responder as perguntas abaixo e enviá-las junto com foto para o email agdiabeticos@gmail.com Nós produziremos um texto, enviaremos para que vc avalie e somente depois de aprovado publicaremos no blog. Compartilhe seus medos, conquistas e esperanças!
Nome completo:
Idade:
Ocupação atual:
Portadora de qual tipo de diabetes?
Quando descobriu que tinha a doença?
Qual foi a reação?
Quais as formas adotadas de controle?
Qual a periodicidade que visita o médico?
Consulta quais especialistas?
Qual a parte mais difícil dos cuidados adotados?
Já sofreu alguma sequela da doença por descuido no controle? Qual(is)?
Qual a maior perda e o maior ensinamento imposto pela doença?
Espaço compartilhar - Ensinamentos nas adversidades
Há aproximadamente 15 anos, o administrador de empresas aposentado José Carlos Pereira, ao realizar exames periódicos a pedido da empresa onde atuava, foi surpreendido com o diagnóstico que apontava para Diabetes Mellitus tipo II. O simpático e desembaraçado Kau, como é conhecido por familiares e amigos, sentiu o chão fender sob os seus pés. “Foi um grande susto, a taxa de açúcar estava altíssima e eu não percebia os sintomas, pois eu era muito exigido profissionalmente”, recorda. Kau emagreceu, foi vitimado por dores nas pernas, sonolência, a visão turvou. “Não imaginava que o motivo era o Diabetes”, declara. Internado às pressas, Kau recebeu doses de insulina, ficou em observação no hospital, de onde saiu com muitas orientações a serem adotadas.
Nascido em Recife, Pernambuco, palco de vários movimentos revoltosos como Guerra dos Mascates, Cabanada e Revolução Praieira, Kau venceu a batalha pela sobrevivência começando a trabalhar ainda criança, aos 13 anos de idade, como auxiliar de serviço social em um hospital no interior de São Paulo. Nos últimos 15 anos, o combatente nordestino desenvolve outra batalha: a sua guerra particular contra o Diabetes. “Usei medicamentos via oral por muitos anos. Atualmente, verifico a taxa de açúcar no sangue de três a quatro vezes ao dia”, esclarece. Em julho, a médica endocrinologista inseriu a insulina injetável no tratamento. “Ainda estou em fase de adaptação e a dose já foi aumentada por dois vezes”. As visitas ao hospital tornaram-se menos espaçadas. “Vou ao médico de 15 em 15 dias ou quando necessário. Consulto Endocrinologista, Cardiologista , Oftalmologista e algumas vezes fui à Nutricionista. Recentemente tive acompanhamento de Urologista”, detalha.
No seu combate, Kau lamenta algumas perdas. “É complicado colocar em prática a dieta ideal indicada pela Nutricionista, mudar hábitos, limitar a ingestão de diversos alimentos, usar adoçantes, não comer o pãozinho quente, se sentir controlado, limitado”. Outro problema apontado por ele é a indisponibilidade de alimentos direcionados a diabéticos em algumas cidades e o alto custo desses produtos. “Alguns passeios e viagens ficam comprometidos”, resume.
Mas a experiência de viver com a doença fez Kau aprender a extrair ensinamentos das adversidades. “Precisamos, dentro do possível, evitar os atropelos da vida moderna, o trânsito intenso das grandes cidades, rotinas estressantes e procurar consumir de forma saudável os alimentos durante toda a vida”, conclui, com os olhos cravados no horizonte.
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Para oferecer mais aos seus associados, a Associação Goiana dos Diabéticos (AGD) precisa de voluntários, necessita de sua ajuda, precisa de você. Doe um pouco de seu tempo a quem tanto precisa. Saiba como ligando (62) 3942 8946 ou enviando um email para: agdiabeticos@gmail.com
Doença periodontal e diabetes

Estudos mais recentes mostram que o tratamento periodontal pode auxiliar no controle glicêmico de pacientes com diabete mellitus (DM). Do mesmo modo o controle da diabete favorece a resposta ao tratamento periodontal e o restabelecimento da saúde bucal. Os cuidados básicos para a saúde bucal dos diabéticos envolvem uma atuação preventiva, que visa o controle de placa e, assim, possa evitar ou reduzir a severidade da doença periodontal. A condição glicêmica do paciente pode não permitir, temporariamente, que procedimentos invasivos, como extrações e cirurgias periodontais, sejam feitos. O tratamento profilático local para reduzir a contagem de bactérias e reduzir a inflamação pode e deve ser feito. A higiene dentária deve ser específica para remover placa e outros indutos da região interdentária e intrasulcular. É recomendado o método de escovação em que as cerdas das escovas são direcionadas para a região próxima à gengiva e ativada em movimentos vibratórios, conhecido como Técnica de Bass. As escovas devem ser de cabeça pequena e de cerdas macias. O uso de fio dental diário é essencial para a manutenção da saúde gengival, assim como para o tratamento da doença periodontal. Em situações temporárias que a higiene mecânica com escova e fio dental está dificultada, é indicado o uso de enxaguatórios bucais com antisséptico prescritos pelo dentista.
Texto: Enilza Maria Mendonça de Paiva, Periodontista, Professora da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Coordenadora do Projeto APPA - Atendimento a Pacientes com Doença Periodontal Avançada.
Cuidados com o pé diabético
Toda pessoa portadora de diabetes, acaba por desenvolver alterações na inervação e na circulação das pernas e pés. As alterações na inervação, chamadas de neuropatias, levam à diminuição, até mesmo à abolição da sensibilidade, eliminando a defesa do paciente que passa a não sentir dor quando sofre um trauma ou desenvolve lesões. Mais de 50% dos portadores de diabetes tipo II tem neuropatia periférica e pés em risco. A perda da sensação protetora torna o diabético vulnerável aos pequenos traumas como, por exemplo: sapatos inadequados, lesões na pele por objetos perfurantes, cortantes, etc. Dicas importantes:
- Ter um acompanhamento multidisciplinar, constante e regular entre médicos, nutricionista e podólogo;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Praticar exercícios físicos que não acarretam lesões para os pés, como a natação;
- Manter os pés sempre limpos, secos e hidratados com as unhas cortadas retas, sem machucar os cantos e sem tirar as cutículas;
- Procurar fazer um atendimento regular com um podólogo para o corte das unhas;
- Ficar atento a sintomas de formigamento, agulhadas, queimação, dormência e fraqueza nas pernas;
- Não fazer banho de imersão ou escalda-pés, pois se estiver sem sensibilidade poderá queimar a pele;
- Usar sapatos confortáveis e macios e meias de algodão sem costuras;
- Examinar sempre o interior dos sapatos antes de calçá-los;
- Não usar lixar, lâminas, raspadores ou produtos químicos para retirar calos;
- Não andar descalço, nem mesmo dentro de casa;
- Não expor os pés muito tempo ao sol. Usar filtro solar também nos pés.
Texto: Simone M. Queiroz, Podóloga
Adoçante para adoçar

Na hora de adoçar o cafezinho ou um suco muitas pessoas ficam na dúvida, usar o açúcar ou adoçante? Para o diabético não há incerteza, o adoçante deve ser usado. O açúcar é proibido. Segundo a nutricionista, Milena de Melo Pinto Archanjo, o pâncreas do paciente com diabetes não produz insulina suficiente para fazer com que o açúcar chegue às células que o utilizam para produzir energia. Como a substância não é utilizada pelo organismo, há um acúmulo no sangue que pode, de acordo com a nutricionista, gerar complicações. “Com o passar do tempo, o açúcar acumulado pode prejudicar a função dos olhos, rins, nervos ou coração”, explica. Segundo Milena de Melo, se o diabético não seguir uma dieta adequada, e fizer uso do açúcar, poderá vir a contrair doenças como insuficiência renal, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), retinopatia diabética, que pode levar à cegueira e, se a taxa de açúcar estiver muito elevada, ao coma. Apesar do adoçante não ser prejudicial à saúde dos diabéticos, a nutricionista alerta que é importante ter bom senso e não abusar da quantidade. A dica vale também para os não-diabéticos, exagerar no açúcar e tornar-se um obeso gera possibilidades de desenvolvimento de várias doenças, inclusive o diabetes.
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