Há aproximadamente 15 anos, o administrador de empresas aposentado José Carlos Pereira, ao realizar exames periódicos a pedido da empresa onde atuava, foi surpreendido com o diagnóstico que apontava para Diabetes Mellitus tipo II. O simpático e desembaraçado Kau, como é conhecido por familiares e amigos, sentiu o chão fender sob os seus pés. “Foi um grande susto, a taxa de açúcar estava altíssima e eu não percebia os sintomas, pois eu era muito exigido profissionalmente”, recorda. Kau emagreceu, foi vitimado por dores nas pernas, sonolência, a visão turvou. “Não imaginava que o motivo era o Diabetes”, declara. Internado às pressas, Kau recebeu doses de insulina, ficou em observação no hospital, de onde saiu com muitas orientações a serem adotadas.
Nascido em Recife, Pernambuco, palco de vários movimentos revoltosos como Guerra dos Mascates, Cabanada e Revolução Praieira, Kau venceu a batalha pela sobrevivência começando a trabalhar ainda criança, aos 13 anos de idade, como auxiliar de serviço social em um hospital no interior de São Paulo. Nos últimos 15 anos, o combatente nordestino desenvolve outra batalha: a sua guerra particular contra o Diabetes. “Usei medicamentos via oral por muitos anos. Atualmente, verifico a taxa de açúcar no sangue de três a quatro vezes ao dia”, esclarece. Em julho, a médica endocrinologista inseriu a insulina injetável no tratamento. “Ainda estou em fase de adaptação e a dose já foi aumentada por dois vezes”. As visitas ao hospital tornaram-se menos espaçadas. “Vou ao médico de 15 em 15 dias ou quando necessário. Consulto Endocrinologista, Cardiologista , Oftalmologista e algumas vezes fui à Nutricionista. Recentemente tive acompanhamento de Urologista”, detalha.
No seu combate, Kau lamenta algumas perdas. “É complicado colocar em prática a dieta ideal indicada pela Nutricionista, mudar hábitos, limitar a ingestão de diversos alimentos, usar adoçantes, não comer o pãozinho quente, se sentir controlado, limitado”. Outro problema apontado por ele é a indisponibilidade de alimentos direcionados a diabéticos em algumas cidades e o alto custo desses produtos. “Alguns passeios e viagens ficam comprometidos”, resume.
Mas a experiência de viver com a doença fez Kau aprender a extrair ensinamentos das adversidades. “Precisamos, dentro do possível, evitar os atropelos da vida moderna, o trânsito intenso das grandes cidades, rotinas estressantes e procurar consumir de forma saudável os alimentos durante toda a vida”, conclui, com os olhos cravados no horizonte.
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